segunda-feira, 24 de abril de 2017



Protoctista
O grupo dos protoctistas é o grupo que mais se debate hoje em dia. Isso se dá por ele ser um grupo polifilético, isto é, ele não tem um ancestral que seja comum a todos os seus integrantes. Esse reino pode ser considerado a sobra dos outros, pois tirando os vírus, o que não é animal, bactéria, planta ou fungo acaba entrando nesse grupo. Então, vendo todas essas características diferentes podemos esperar que novos reinos nasçam desse reino atual que nós temos, pois atualmente muitas coisas diferentes estão juntas. 

Por serem polifiléiticos, os protoctistas apresentam diferentes características entre si. Eles são eucarióticos, porém podem ser unicelulares (algas unicelulares, amebas) ou pluricelulares (algas marinhas).

Locomoção – as amebas, por exemplo, se locomovem através de pseudópodes (falsos pés), enquanto o paramécio se locomove por cílios, e diferentemente desses dois existe seres que não se locomovem, por exemplo, os parasitas causadores de doenças – plasmódio, causador da malária.

Uma característica comum a todos é que eles são aquáticos, seja de vida livre ou parasitas. Qualquer lugar que tenha água – oceanos, mares, pântanos, rios, córregos, etc – terão protoctistas vivendo ali.
Imagem 1 - Algas
Imagem 2 - Ameba
A nutrição deles também se difere, pois alguns são heterótrofos (precisam caçar seu alimento) e outros autotróficos (produzem energia através de fotossíntese, as algas, por exemplo).

O tamanho deles é outro aspecto que varia. Algumas algas podem chegar a 60 metros de altura enquanto existem algas unicelulares que não são nem visíveis a olho nu.

Grande parte da reprodução dos protoctistas é assexuada, sendo feita através da cissiparidade, onde o ser se divide e forma 2 indivíduos. Outras formas de reprodução são a conjugação (imagem 3) e a metagênese (imagem 4).
Imagem 4 - Metagênese


Imagem 3 - Conjugação




















Fontes: CATANI; SANTIAGO DOS SANTOS; VICENTIN AGUIAR; VINAS SALLES; ARGEL DE OLIVEIRA; ARRUDA CAMPOS; CHACON, 2013
Imagens: mundobiologia.com
Grupoescolar.com
http://alumnobioe.blogspot.com.br

http://mundobiologico-geral.blogspot.com.br/p/reino-protista.html





Fungos
Antigamente fungos eram classificados como plantas, porém algumas características deles se diferem, e é isso que vamos ver agora.
Fungos são seres eucarióticos que vivem espalhados por todo o planeta terra. Eles são divididos nos que tem um núcleo por célula – leveduras – e os multinucleados, que seriam os bolores e os fungos que nós conhecemos.
São heterótrofos, ou seja, não produzem seu próprio alimento, logo tem que o conseguir de alguma forma do meio externo. Eles adquirem energia através de absorção ou digestão extracelular através de enzimas digestivas.
A parede celular deles é apenas um reforço de quitina, que é um polissacarídeo nitrogenal.
Os fungos não têm células, mas sim hifas, que são o que formam seus pseudo-tecidos chamados de Micélios.
Um fato interessante dos fungos é sua disposição pelo globo. Eles têm a capacidade de viver em qualquer lugar do globo terrestre, seja no solo, na água, em plantas e até em animais.
Eles formam colônias, que podem ser leveduriformes ou os filamentos.

Colonia de fungos
Uma curiosidade é que o maior ser vivo do planeta Terra é um fungo que fica no estado americano de Oregon, em Blue Mountains. Trata-se de um tipo específico do fungo Armillaria e mede 3,8 QUILOMETROS de comprimento, sim, 3,8 km de comprimento. 
Maior ser vivo do mundo.

Fonte:  CATANI; SANTIAGO DOS SANTOS; VICENTIN AGUIAR; VINAS SALLES; ARGEL DE OLIVEIRA; ARRUDA CAMPOS; CHACON, 2013

 Imagens:  
Portaldoprofessor.mec.gov.br
Cientic.com
Bbc.com
Altamente.org
Ciprofloxacino 500 mg

Indicação

Para que serve?

Ciprofloxacino 500 mg é um antibiótico de largo espectro, indicado para o tratamento de infecções como infecções no ouvido, olhos, rins, pele, ossos, órgãos genitais, cavidade abdominal, articulações, trato urinário ou trato respiratório e sinusite, em adultos. Além disso, Ciprofloxacino também é indicado no tratamento de casos de infecção generalizada no corpo.
Ciprofloxacino pode ser encontrado na forma de comprimidos de 250 mg, 500 mg ou 1000 mg.

Posologia

Como usar?

Os comprimidos de Ciprofloxacino devem ser administrados de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas, de acordo com indicação médica, e devem ser engolidos inteiros, juntamente com um copo de água, sem partir ou mastigar.
A dose recomendada e a duração do tratamento com Ciprofloxacino devem ser indicadas pelo seu médico, pois estas dependem da infeção manifestada e da resposta individual de cada paciente ao tratamento.

Efeitos Colaterais

Quais os males que pode me causar?

Alguns dos efeitos colaterais de Ciprofloxacino podem incluir náusea, vômito, diarreia, urticária na pele, dor abdominal, sapinho, gases, sensação de cansaço e fraqueza, dores nas articulações, tontura, dor de cabeça, dificuldade em dormir, agitação ou alterações do sabor.

Contraindicações

Quando não devo usar?

Ciprofloxacino está contraindicado para mulheres grávidas ou amamentando, para crianças e adolescentes em fase de crescimento e para pacientes com alergia ao Cloridrato de ciprofloxacino ou a algum dos componentes da fórmula.

Farmacocinética

Como funciona?

Ciprofloxacino é um antibiótico sistêmico, pertencente ao grupo dos quinolônicos, capaz de inibir a DNA-girase bacteriana, bloqueando assim o metabolismo bacteriano, o que leva à eliminação do micro organismo. Assim, o Ciprofloxacino tem um elevado efeito bactericida sobre um amplo espectro de micro-organismos.
O Cloridrato de Ciprofloxacino é um composto com eficaz tanto na fase de multiplicação, como na fase vegetativa contra diversos micro-organismos Gram-negativos e Gram-positivos, como Pseudomonas aeruginosa ou Staphylococcuse Streptococcus.

As concentrações séricas máximas de Ciprofloxacino são alcançadas 60 a 90 min após a sua administração oral.
Fonte: https://www.bulario.com/ciprofloxacino_500_mg/
Bactérias
Bactérias são seres unicelulares que são os seres vivos mais antigos do planeta Terra (do que se sabe até agora). Em algumas espécies elas se unem e formam filamentos. A célula da bactéria é procariótica, ou seja, não há separação do material genético do resto do citoplasma por uma membrana. Externamente, a maioria das células apresentam uma parede celular, que é rígida e tem como função de defender a célula da entrada excessiva de água.

De acordo com a estrutura dessa parede celular elas podem ser divididas em Gram-positivas ou Gram-negativas. Isso se dá através de um modo de coloração, onde as roxas são as Gram-Positivas - parede celular composta de apenas uma camada de peptidoglicanos, e as gram-negativas tem coloração rosa, que tem essa mesma camada, porém mais fina e além dela tem outra camada formada por lipídeos e proteínas.

Além dessa divisão, podem ser dividas em outros 4 grupos, que são:
Vida livre – vivem por si só se alimentando de material orgânico do ambiente.
Parasitas – são as patogênicas, que necessitam de um hospedeiro para sobreviverem.
Decompositoras – grande maioria, decomposição de matéria orgânica.
Mutualísticas – fazem associações com outros seres vivos com troca de “favores” para sobrevivência de ambos.

Assim como os vírus, as bactérias também podem ter um método de camuflagem no meio das células do hospedeiro – bactérias patogênicas. Elas tem uma cobertura glicídica chamada capsula, que facilitam a aderência aos tecidos do hospedeiro


Referências Bibliográficas: CATANI; SANTIAGO DOS SANTOS; VICENTIN AGUIAR; VINAS SALLES; ARGEL DE OLIVEIRA; ARRUDA CAMPOS; CHACON, 2013

Imagens: microbiologybook.org
              educacao.globo.com



Vírus

O nome vírus vem do latim veneno. Sua composição química é de material genético – DNA ou RNA – e proteínas. Eles não são considerados vivos, pois não tem um metabolismo, e sua origem ainda é desconhecida, mas a única coisa que se sabe é que eles vieram depois das primeiras células.

Sua estrutura é bem simples, por fora ele tem um formato cristalino, sempre com um formato geométrico. Dentro da célula, o DNA ou RNA fica espalhado esperando para de reproduzir. O material genético é protegido por proteínas, e além disso a camada de fora do vírus é chamada de capsídio, que tem como função o reconhecimento de células hospedeiras. Dentro desse capsídio existem os monômeros proteicos.
Essa estrutura citada é a de um vírus não envelopado. Um vírus envelopado é aquele que está dentro de um envelope, que é uma camada biomolecular de lipídios e de proteínas. Na superfície desse envelope temos a hemaglutinina e a neuraminidase, proteínas que servem para reconhecimento. Elas são as responsáveis pelo nome do vírus, e o número que vem depois de cada letra é o número do aminoácido que sofreu mutação, exemplo: H1N1.
Vírus H1N1

O processo de reprodução varia de acordo com cada vírus, uns podem entrar completamente na célula, outros podem usar esse envelope para se disfarçarem e botarem o capsídio no citoplasma e outros podem injetar o genoma deles na célula infectada. Nos 3 casos, porém , o acido nucléico viral é responsável pelo envolvimento do maquinário metabólico celular na formação dos novos vírions, com a multiplicação do genoma viral, a síntese e a montagem de todos os componentes do genoma e do capsídeo.


Os vírus, mesmo sendo patogênicos, são muito importantes para a manutenção da vida na terra. Por causarem doenças, eles são agentes da seleção natural, onde os mais resistentes sobrevivem, logo, os resistentes a certos tipos de vírus mais abundantes sobreviverão, enquanto os menos imunes morrerão. No ambiente aquático, onde podem ser muito mais freqüente do que as bactérias, os vírus também são capazes de infectar algas, que estão na base das teias alimentares aquáticas. A morte dos organismos infectados disponibiliza nitrogênio, carbono e outros nutrientes para o ambiente.

Além disso existem os vírus que atacam plantas, sendo o primeiro o chamado Mosaico do tabaco, onde as folhas ficavam com manchas em sua superfície. Para identificar uma planta que está sofrendo com uma infecção viral, basta procurar manchas amarelas ou pretas em sua superfície, que isso será um sinal de que há um vírus ali.













Referências Bibliográficas: CATANI; SANTIAGO DOS SANTOS; VICENTIN AGUIAR; VINAS SALLES; ARGEL DE OLIVEIRA; ARRUDA CAMPOS; CHACON, 2013
Imagens:
rafaelotsuzi.net

colegioweb.com.br

segunda-feira, 13 de março de 2017

Resumo do capítulo 1 do livro de biologia serProtagonista 2ºano

ORIGEM DA CLASSIFICAÇÃO

Aristóteles (imagem à esquerda) - ensinou estudando a natureza, descreveu aspectos de seu comportamento, reprodução e hábitat. Em sua escala, os seres vivos estavam organizados em ordem decrescente de complexidade, a escala natural, que tinha o ser humano no ápice; depois tinham os outros animais, plantas e na base, os minerais. Isso seguiu até o século XIX, quando Darwin apresentou suas ideias sobre a evolução é a seleção natural.

Teofasto - aluno e assessor de Aristóteles, realizou um importante trabalho, no qual as plantas foram classificadas em ervas, arbustos e árvores. Sua classificação baseava-se em características como formas de reprodução, ambientes onde viviam, métodos de semeadura, aplicações práticas e utilidade como fonte de alimento para animais e seres humanos.

Santo Agostinho - propôs uma classificação dos demais animais baseada na relação deles com o ser humano; assim, ele separava os animais úteis, indiferentes ou nocivos ao ser humano.

Conrad Gessner - naturalista suíço, as classificações animais passaram a apoiar-se em descrições mais minuciosas. Incluiu criaturas mitológicas, inexistentes no mundo real em sua obra.

Carl von Linné (imagem à direita) - botânico, zoológico, médico e naturalista sueco. Sua obra "Systema naturae"  foi onde lançou a classificação atual dos seres vivos.

Categorias sistemáticas :  Reino (um conjunto de filos semelhantes) - Filo (um conjunto de classes semelhantes) - Classe (um conjunto de ordens semelhantes) - Ordem (um conjunto de famílias semelhantes) - Família (um conjuntos de gêneros semelhantes) - Gênero (um conjunto de espécies semelhantes e aparentadas) - Espécie (um grupo de organismos semelhantes que vivem numa mesma área geográfica, com o mesmo número de cromossomos, que se cruzam entre si, gerando descendentes férteis)                       

Regras da nomenclatura biológica
Objetivos:
1. representar um dado tipo de organismo como diferente dos outros
2. Representar sempre o mesmo organismo seja qual for o local em que se encontre, ou idioma em que está escrito
3. Ser o único nome válido para esse organismo

Regras para nomenclatura:
1. Na denominação científica de uma espécie, os nomes devem ser latinos, de origem latina, ou, então, latinizados.
2. O nome de uma espécie deve ser binomial, ou seja, o táxon espécie consta de dois nomes.
3. O nome do gênero deve ser escrito com letra inicial maiúscula
4. O nome da espécie deve ser escrito com letra inicial minúscula
5. Em obras impressas, todo nome científico deve ser escrito em itálico, se diferenciando do corpo topográfico do texto. Em trabalhos manuscritos, esses nomes devem ser obrigatoriamente sublinhados.
6. Seguindo o nome da espécie, é facultado colocar por extenso ou abreviadamente o nome do autor que primeiro descreveu e denominou sem qualquer pontuação intermediária, seguindo-se depois uma vírgula e a data em que foi publicado pela primeira vez

Conceitos de população e espécie:
Indivíduo - os indivíduos que existem na natureza se agrupam em unidades que denominamos população e espécies. Logo, a única categoria que efetivamente existe na natureza é a espécie.
População - grupo de organismos com características semelhantes vivendo num menso habitat em um mesmo tempo, com certo grau de parentesco entre si, cruzando e produzindo descendentes férteis
Espécie - conjunto de indivíduos com características morfológicas semelhantes, vivendo numa mesma área, num mesmo tempo é que podem se cruzar em condições naturais produzindo descendentes férteis

Especiação - formação de novas espécies a partir de uma população já existente - pode acontecer de várias maneiras e em decorrência de diversos fatores. Para os cientistas, as causas da especiação mais comuns são:
ISOLAMENTO GEOGRÁFICO, que ocorre quando surge uma barreira geográfica entre os organismos de uma população - como quando um rio tem seu curso modificado, impedindo a reprodução entre os indivíduos dos grupos separados
REDUÇÃO DE FLUXO GÊNICO, que ocorre quando não há barreira geográfica, mas por outros motivos a reprodução entre alguns indivíduos de uma população é muito improvável.


Árvores construídas de acordo com os princípios da sistemática filogenética são chamadas de cladogramas. Elas tem o objetivo de indicar a cadeia de evolução de certas espécies, reinos, etc. Mostram também qual espécie é mais evoluída, seus ancestrais e qual espécie ou reino tem mais características parecidas com o outro.


Domínios

Arqueas: micro-organismos semelhantes às bactérias em muitas características e que só foram diferenciados após análises moleculares. Em geral, vivem em ambientes de condições extremas. 

Bactérias: compreendem as bactérias patogênicas, cianobactérias e as bactérias comuns. 

Eucariotos: reúnem todos os seres eucarísticos, unicelulares e multicelulares, dos reinos Protoctista, Fungo, Planta e Animal.


Os cinco reinos - Antes da classificação atual dos reinos, os seres vivos eram separados em apenas Animais e Plantas, reinos propostos por Lineu. Em 1899 o biólogo alemão Ernst Haeckel propôs a inclusão dos reinos Monera e Protista, pois diversas espécies microscópicas descobertas nos anos anteriores estavam "perdidas" nos grupos existentes. Em 1969, o biólogo dos EUA Robert H. Whittaker propôs a criação do reino Fungo, estes que estavam junto com as plantas, porém, como sera observado no quadro verde abaixo, eles têm características distintas. Em 1980, a cientista também dos EUA Lynn Margullis propos uma mudança do reino Protista, incluindo nele todas as algas, até as de grande porte, além de mudar o nome do reino para Protoctista. Ainda há uma questão a ser resolvida, pois os seus integrantes não compartilham um ancestral em comum, então pesquisadores estão vendo uma solução para isso.




Fontes: Livro serProtagonista Biologia 2ºano, Tereza Costa Osorio, 2º edição 2013
Imagens: Livro texto já citado, blog de outro grupo da 204 (vidalogia204.tumblr.com) e Google Imagens

domingo, 5 de março de 2017


Exercícios livro serProtagonista Biologia 2º ano página 20


1. a) 6 espécies.
b) 5 gêneros.
c) Sim, as espécies da laranjeira (Citrus sinensis) e da lima-da-pérsia (Citrus aurantifolia) pertencem ao mesmo gênero Citrus.
d)  Reino Plantae. Não.


2. a) Gênero
b) Reino


3. Plantae- Macieira e goiabeira. Fungi- Bolor e Orelha-de-pau. Protista- Algas unicelulares e amebas. Animalia- Gato e cachorro. Monera- Bactérias da boca e bactéria causadora do tétano.


4. a) Primeiro caso - não está escrito em itálico. Segundo- nome da espécie em letra maiúscula. Terceiro- letra do gênero em letra minúscula e da espécie em maiúscula. Quarto- todas as letras maiúsculas.
b) Canis familiaris

5. Cladograma





6. a) As aves das fotos A e B, pois são do mesmo gênero (Vanellus).
b) As três aves tem um comprimento parecido de 20~30 cm, têm bicos e patas parecidos e tem o busto preto com o resto do corpo cinza.


7. Plantas são autotrófas, enquanto fungos são heterotrófos. Fungos armazenam alimento em forma de glicogênio enquanto plantas armazenam em forma de amido.


8. a) Espécie é o conjunto de indivíduos com características morfológicas semelhantes, vivendo num mesmo lugar, num mesmo tempo (hoje) e que podem se cruzar em condições naturais produzindo descendentes férteis.

b) Não, pois ele descende de duas espécies diferentes.
c) Não, pois ambos são do mesmo gênero por apresentarem características semelhantes, porém não são da mesma espécie pois não geram descendentes férteis.

9. Não, pois o gênero é Zea e a espécie Zea mays.